Em geral, sou tradicionalista. Em questões sexuais, extremamente conservador. Não sou do tipo que gosta de transar em elevadores, parque de diversões, açougues ou aeroportos. Mas, quando a gente está começando uma história, geralmente faz qualquer bobagem para agradar a moça. Neste caso, ela tinha uma fantasia de transar no mato. Prá não contrariar e como gostava, de verdade, da mocinha, topei a experiência, inédita – e que seria a última para mim.
e o “wilson” não estava reagindo a contento. Mesmo assim, depois de algum tempo, consegui ajeitar o jontex size “G”. Como estava com a bandeira a meio-pau (desculpem o trocadilho infame), meu “jerry lewis” ficou parecendo o nariz de um tamanduá-bandeira. Mas tudo bem, deu certo e estávamos protegidos, como bem orienta o Ministério da Saúde e o Papa condena.
oximei da amada já para a posição nº 48 do kama sutra (mais conhecida por aqui como cata-cavaco). De repente, senti meu pé esquerdo queimando horrores, uma dor insuportável. É que eu tava pisando com gosto num formigueiro. Daqueles de formiguinhas bem pequenininhas, mas cuja picada (formiga pica ou morde???) dói para caralho. Pois é...Dei uns pulos, tirei a formigaiada do pé, que ardia para burro. Mas, já que estávamos ali, vamos terminar o serviço.
para a mocinha (mentalmente estava a amaldiçoá-la pela ideia infeliz),vesti as roupas (molhadas) e clamei para irmos embora. Daí que a porra do carro ainda atolou na estradinha de terra. A moça assumiu o volante e fui lá, numa chuva dos diabos, tentar desatolar o carro. Obviamente, toda a força do Tarzan não deu conta da missão. Pelo celular, tivemos que chamar o auto-socorro da companhia de seguros. Os caras do guincho demoraram umas quatro horas para achar aquela quebrada onde tínhamos nos enfiado. Nem perguntaram o que fomos fazer ali no meio do mato de noite. Sei que só chegamos em casa às 9h30 da manhã, eu morto de cansaço, molhado até os ossos e com o pé doendo e inchado como uma bola de boliche. Agora, quando alguém me convida para algo parecido, o máximo que topo é colocar um vasinho de antúrios em cima do criado-mudo da minha cama.
Comentário do Cachorro Cansado: Post republicado (não revisto, tampouco ampliado) a pedidos e por falta de tempo e inspiração do autor para escrever novidades. Mas daqui a pouco as coisas voltam ao normal.









Pede ao seu Sérgio um sei-lá-o-quê para passar na vareta do instrumento. O simpático seu Sérgio comenta algo com o pretenso músico. Num gesto de extrema educação, o bacana comenta: “Quando o senhor está lendo a partitura, não o interrompo”. Pela pose, pensei que estivesse próximo de um Joshua Bell. Uns batuquinhos nas cordas, troca o violino de mão, começa a apresentação. Para espanto dos presentes, o som que emergia dali parecia uma mistura de guinchado de carcará com gatos trepando no telhado.
Barraca multicor armada – literalmente, desta vez. Procuro o banheiro. Fila quilométrica, serpenteando entre as barracas. A necessidade incontrolável de “enviar um fax” pra casa, dizendo prá mama que tava tudo bem (naqueles tempos, celulares não existiam nem na série Jornada nas Estrelas – e a expressão não tem mesmo exatamente esse sentido). Abandono a fila, envio o documento detrás de uma moita mesmo, à beira da praia. Loira gata que caminhava por ali não me viu “obrando”, mas reparou quando deixei mictório arbustivo, rosto suado, e expressão aliviada.







